Ricardo de Medeiros Andrade

Ricardo de Medeiros Andrade não se lembra de quando começou a escrever na vida, mas foi cedo, muito cedo. Tão cedo que ele lembra como foi legal finalmente aprender a ler, pra poder saber, afinal, o que tanto ele escrevia. Eram histórias: desde o começo, eram sempre histórias. Mais do que qualquer ambição literária, Ricardo Andrade sempre soube que queria contar histórias.

Desde que aprendeu a ler, Ricardo Andrade sempre leu com uma avidez patológica: quando não tinha livros ou revistas em quadrinhos para ler, ele lia enciclopédias, porque ele não sabia que não era assim que elas funcionavam.

Isso pode tê-lo influenciado nessa coisa de contar histórias: ele lia vorazmente, os livros se esgotavam rápido demais – mais rápido do que as histórias que eles contavam, ou podiam contar. Isso fazia com que Ricardo Andrade considerasse criar umas continuações, ou extrapolações das histórias que lia.

Dentre suas primeiras obras elenca-se uma história de fantasmas ambientada em uma casa mal-assombrada (livremente inspirada em uma história em quadrinhos com Mickey Mouse), escrita como uma redação para a escola (conceito: insuficiente. Críticos.). Houve também uma aventura apócrifa, acontecida no universo temático da Ilíada, o que se constituiria num dos primeiros exemplos de fanfic de nossa era, se não tivesse se perdido lamentavelmente na mudança. Numa delas. Desconhece-se a opinião de Homero a respeito disso.

De lá para cá, Ricardo Andrade tem escrito mais, e usando menos outras obras como muleta. O que é legal, convenhamos.

Ricardo Andrade é professor público há muitos anos, mas acredita firmemente numa cura.

E Ricardo Andrade sou eu. Não entendo bem isso de falar de mim mesmo na terceira pessoa, mas o chefe mandou, a gente faz, né?

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